Tomando a iniciativa: porque ainda existe esse tabu entre as mulheres?

Observando os séculos passados, muita coisa mudou para as mulheres – foram conquistas que proporcionaram voz, visibilidade, poder e direitos que antes não eram imaginados. O sexo frágil não possuía a liberdade diante das sociedades, de culturas e do machismo predominante.

Por sorte, podemos comemorar muitas coisas. Mas ainda temos muitos tabus a quebrar! E um deles é sobre a questão de tomar a iniciativa, tanto no momento do flerte como na hora do sexo, que vai ser discutido hoje.

Tabus e julgamentos: o que afeta as mulheres?

O sexo feminino é diariamente bombardeado por críticas relacionadas a qualquer mínimo detalhe. Isso acontece por ainda persistir uma cultura machista que não está pronta para abrir as portas da liberdade para a mulher.

Um dos pontos mais abertos de discussão hoje em dia trata-se da vestimenta da mulherada. Há muitos julgamentos sobre o que se considera decente ou vulgar, o que é exagerado ou sensual, o que é indecente ou desleixado. Entre tantos comentários negativos, falta uma simples e óbvia observação:

  • Cada mulher tem o seu direito de escolha: é ela que vai decidir que roupa vai usar, independentemente das opiniões alheias, afinal ela precisa estar atenta ao seu conforto e identidade.

De modo infeliz, os tabus não param por aí. O universo feminino é recheado de críticas voltadas para a beleza, culpa das mídias que priorizam e veneram a imagem da mulher perfeita – aquela com o corpo escultural, magra, sem aspectos de celulite, varizes, gordurinhas. Como podem estabelecer um “padrão de beleza” quando ele não condiz com a realidade?

A beleza feminina, aquela de verdade, não se impõe a um padrão físico. Ela pode ser uma referência, mas o que realmente vale são as qualidades internas que individualizam cada mulher e a deixam cada vez mais bela.

A transformação da sociedade ocorre com a conversa sobre os tabus: é necessário tirar o peso dos ombros das mulheres e apoiá-las em dentro de uma sociedade que as permita tomar atitudes e ações sem ponderações negativas.

Porém, ainda há dificuldades sobre abordar o tema do poder de decisão e liberdade de escolha quando associado aos relacionamentos.

Tomando a iniciativa: por que existe esse tabu?

A existência deste tabu, e que está ainda forte na sociedade, se dá por conta – como pode-se imaginar – da cultura.

Ao longo do tempo, o sexo masculino foi tomando o papel de “condutor” dos encontros amorosos, que a sua maneira, tornou-se o lado ativo da relação. A mulher, por outro lado, viu-se assumindo o papel passivo nas decisões.

Eram os homens que decidiam quando iriam tomar a iniciativa de iniciar uma conversa com alguém do seu interesse, aproximar-se e investir na relação e até mesmo propor o sexo.

Essa “padronização” nos códigos da tomada de iniciativa para conduzir ao sexo ou na condução dos encontros vem mudando. Hoje, as mulheres possuem mais poder de decisão e também podem iniciar uma conversa com rapazes que despertaram seu interesse.

Há uma busca por um equilíbrio entre o homem e a mulher nos relacionamentos. É praticamente uma modernização no modo como se vê uma relação entre duas pessoas, quebrando as ditas regras em que o homem dá o primeiro passo.

Lidar com o fim deste tabu pode ser difícil para os dois lados, já que:

  1. Muitas mulheres ficam com medo de ganhar a fama de “predadoras”,
  2. Muitas delas também reprimem seus desejos por medo da rejeição,
  3. Para os homens, pode ser desagradável não estar interessado na mulher e ter que rejeitá-la,
  4. Ou ainda, aceitar o convite para o sexo apenas para o cumprimento do papel clássico de “macho”.

Mas, igualmente para os dois gêneros, tem-se o direito de ir com calma e decidir se está a fim ou não. Não existe a obrigação do flerte ou da transa se um dos lados não está com um interesse genuíno.

De forma independente, o momento de conhecer uma nova pessoa ou a hora do sexo são bons quando há comum acordo. E parabéns para quem toma a iniciativa – bônus extra para você, mulher!

Democratizar a questão da demonstração do desejo já é e continuará sendo um avanço para o sexo masculino e para a cultura de um país. Basta as mulheres colocarem a cara à tapa e lutar contra as imposições sociais que as afetam no cotidiano e proporcionar a reestruturação dos pensamentos.

Curioso é pensar que, embora a mulher possa ter direito a ter sua própria casa, pagar suas contas, assumir cargos importantes e outras proezas interessantes, outras questões tão mais pessoais (e que nem deveriam ser de assunto de outrem) ainda não foram superadas. Privar de falar sobre esses assuntos só pioram a situação: o que interessa é abrir a mente das pessoas e favorecer a liberdade feminina!

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